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Documentário: Pessoas invisíveis
28.4.10
Propaganda bizarra da vez
27.4.10
Sexo sem pornografia
23.4.10
22.4.10
Um curta sobre o narcisismo
21.4.10
Norah Jones - Young Blood
20.4.10
Calvin e Haroldo em animação
19.4.10
Logorama (legendado)
16.4.10
15.4.10
Jornalista causa polêmica ao escrever texto sobre o Amapá
"Uma crônica de minha autoria publicada no POPULAR de 7 de abril gerou polêmica no Amapá, Estado aludido no texto. Recebi diversas reações ao trabalho, tachando-o de ignorante e preconceituoso. Muitos referiram-se à crônica como uma matéria jornalística ou um artigo de opinião. Por isso, vou prestar os devidos esclarecimentos aos leitores e à população amapaense.
Não houve a intenção de atacar o Amapá. Na crônica, quando “é posta em dúvida” a existência do Estado, obviamente que se trata de uma afirmação fantasiosa. É inconcebível alguém dizer, seriamente, que determinada unidade da Nação não existe. Quem quer que diga algo parecido, mesmo em uma conversa informal, só pode estar brincando. Pelo menos é assim que eu encararia se alguém escrevesse que Goiás não existe.
Ao escrever, logo no início, que “duvidava” da existência do Amapá, fiz o convite ao leitor para sair da total realidade. O absurdo da afirmação suspende a lógica no restante da leitura. Esta, aliás, é a dinâmica da crônica, gênero híbrido que mistura real e ficcional, fugindo dos parâmetros tradicionais do jornalismo. A crônica faz referência à realidade para subvertê-la com o inesperado, o que não ocorre em reportagens e artigos, presos à busca da verdade.
Ao tomar o Amapá como tema, o objetivo não foi desmerecer o Estado mas apontar questões brasileiras. Quando digo que os escândalos políticos não existem por lá, saliento o contrário, já que eles estão em toda parte. Quando falo da goleada do Goiás sobre o São José, estou, na verdade, pegando no pé do time goiano, numa provocação caseira.
Quando se publica um texto, a reação do leitor é legítima, desde que em parâmetros mínimos de civilidade. Entre os comentários recebidos, há críticas pertinentes. Aqui faço um mea culpa por ter, mesmo que involuntariamente, atingido a identidade dos amapaenses e agradeço as mensagens que ressaltam o erro, pelo qual peço desculpas. Mesmo o gênero crônica não permite excessos e me penitencio por aqueles que cometi.
Há, porém, mensagens com ataques pessoais, desqualificando a mim e a meu trabalho. Lamento que tanta gente só encontre o xingamento como argumento. Entendo que a difusão do texto no Amapá como foi feita, sem contextualização e de forma sensacionalista, tenha contribuído para a percepção de que se tratava de agressão gratuita. Àqueles que criticaram o texto, agradeço. Àqueles que se sentiram ofendidos, peço desculpas. Àqueles que endereçaram ofensas, nada a dizer."
P.S.: Este é um artigo de opinião e não uma crônica. Não há nada fictício aqui.
Rogério Borges é jornalista
Fonte: O Popular
14.4.10
13.4.10
Uma animação sobre a loucura
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7.4.10
Gordinhos e a máquina de Xerox
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Afinal, o que é a Páscoa?

-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
-Igual ao Natal?
-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressureição.
-Ressurreição?
-É, ressurreição. Marta , vem cá !
-Sim?
-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu ?
-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus ?
-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
-O Espírito Santo também é Deus?
-É sim.
-E Minas Gerais?
-Sacrilégio!!!
-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?
-Eu sei lá ! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
-Coelho bota ovo ?
-Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !
-Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ?
-Era... era melhor,sim... ou então urubu.
-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
-Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
-Um dia depois!
-Não três dias depois.
-Então morreu na Quarta-feira.
-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas ? Ah, garoto, vê se não me confunde ! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
-Como ?
-Pergunte à sua professora de catecismo!
-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua ?
-É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
-O Judas traiu Jesus no Sábado ?
-Claro que não ! Se Jesus morreu na Sexta !!!
-Então por que eles não malham o Judas no dia certo ?
-Ai...
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
-Só ?
-Que eu saiba sim, por quê?
-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
-Ai coitada!
-Coitada de quem?
-Da sua professora



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